Reconstrução de mama

Cirurgia plástica devolve mamas retiradas em função de tumor

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Não há como negar o impacto de uma mastectomia – cirurgia para a retirada da mama em função de tumor. No entanto, inúmeras mulheres convivem com esse problema e já não o consideram tão relevante em suas vidas, dada a possibilidade de uma reconstrução mamária que, em geral, devolve os órgãos mutilados pela mastectomia.

Técnica cirúrgica

Atualmente, as próteses mamárias constituem o recurso mais utilizado nos casos de reconstrução e são implantadas com a utilização de pele e músculos do tórax, costas e abdome. Essas técnicas podem ser empregadas isoladamente ou combinadas, dependendo do biotipo da paciente. Se o tecido para a construção da nova mama for retirado do tórax ou das costas, a recuperação é similar à da plástica de mama. Em alguns casos, é necessário o uso do aparelho expansor de pele.

Quando o material é retirado do abdome, a recuperação pós-operatória é semelhante à da plástica de abdome. O corte externo é feito sobre o púbis, em direção às laterais do quadril, e a cicatriz tende a tornar-se pouco perceptível. É necessário que a paciente mantenha o corpo curvado por aproximadamente sete dias. Três meses depois da primeira cirurgia, é feita uma nova, denominada de 2º tempo cirúrgico, quando, então, são reconstruídos o mamilo e a aréola da nova mama. Se foi usada a prótese expansora, nessa ocasião ela será trocada por uma prótese definitiva. A esse procedimento pode-se associar outra cirurgia estética, a exemplo da lipoescultura e da mamaplastia contralateral, que é a plástica na outra mama, para que ambas fiquem esteticamente uniformes.

Manipulação dos tecidos

O tecido transplantado deve ser criteriosamente cirurgiado, pois qualquer lesão no feixe vascular pode levar à necrose do mesmo. Se a lesão tumoral não tiver comprometido a pele da mama, basta utilizar um expansor de pele ou uma prótese definitiva. Nas mastectomias parciais, onde é retirado apenas um quadrante da mama, a reconstrução é feita com o tecido remanescente. Nesses casos, é realizada a chamada mamaplastia de equilíbrio (técnica do espelho), para deixar as duas mamas esteticamente uniformes e harmônicas. Isso acontece numa segunda etapa, assim como a reconstrução da aréola e do mamilo. Não fosse pelo impacto que a doença provoca, os danos psicológicos da mutilação física seriam superados mais rapidamente, pois a reconstrução mamária dá à mulher uma nova estética, muitas vezes melhor do que a de antes.